quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Teoria da Bala Mágica ou Hipodérmica


I- Teoria da Bala Mágica ou Hipodérmica

A Teoria da Bala Mágica e seus conceitos foram elaborados pela Escola Norte-Americana nos anos 30 e foram propostos por Harold Lasswell. Segundo este modelo, uma mensagem disseminada pela mídia é imediatamente aceita e espalhada entre todos os receptores, em igual proporção. Seu principal objetivo foi fornecer bases empíricas e científicas para a elaboração de sistemas de comunicação, com ênfase nos efeitos da comunicação sobre o comportamento da população.
A teoria em questão tenta responder especialmente à interrogação: que efeitos são produzidos pela comunicação numa sociedade de massa? Além disso, pode-se delinear o modelo hipodérmico como sendo uma teoria da propaganda, ou seja, a difusão de concepções, idéias, valores e atitudes através dos sistemas de comunicação de massa (rádio, jornal, TV, cinema, revista). Trata-se de uma concepção mais ampla de "propaganda", que não se restringe ao que conhecemos por "comerciais", mas a própria difusão de idéias em espaços editoriais, informacionais, educativos e de entretenimento.
Especialmente durante a segunda grande guerra, a aplicação desta teoria foi, por assim dizer, “implementada”. A imprensa estava sob forte censura, o que proporcionou a manipulação da informação falada e escrita, moldando a opinião pública. A idéia principal era convencer a massa (população) de que a guerra era algo bom, induzir o ódio ao inimigo, exaltar e estimular o patriotismo e maximizar o esforço de guerra.


Exemplo :propaganda da guerra pela adesào das mulheres.

A Transformação da Esfera Pública


Os debates face-a-face defendidos por Jürgem Habermas é algo que, infelizmente, vem perdendo sua tradicionalidade com o tempo. Com o avanço das tecnologias e a propagação da internet e meios de comunicação online instantâneos (face book, MSN, Skype), pessoas podem debater livremente e com facilidade sobre determinado assunto.




O que é, sem dúvidas, algo responsável pela diminuição gradativa de encontros e reuniões entre pessoas com o intuito único de debater pela estabilização de um ideal e construção de um “mundo melhor”.


Arte e Técnica


Walter Benjamin defendia que a áurea de uma obra de arte vem a ser perdida a partir do momento em que ela é copiada em massa, o que não é raro nem difícil de fazer.Benjamin não poderia estar mais correto. Com certeza vemos arte todo dia em nossas vidas, seja na internet ou na TV. Mas quantas vezes reparamos em seus mínimos detalhes e na sua perfeição que a fez levar a o que ela é hoje? A produção em massa de uma obra leva o ser humano a criar certo descaso por ela, pois ele sabe que terá outras oportunidades de vê-la (suas reproduções, claro).




Indústria Cultural


A Indústria Cultural pode ser apontada como uma das principais causas da sociedade consumista em que vivemos e a qual somos adaptados, precisamos comprar para sermos felizes, porque admirar certo assunto, autor, músico, artista nos faz de nós uma “pessoa melhor” e precisamos ter seus objetos em nossa causa, com a ilusão de estarmos sendo exclusivos.

Adorno e Horkheimer

Andy Warhol na minha concepção foi o artista que melhor interpretou e criticou a Indústria Cultural, mas adivinha só? O próprio veio a tornar-se parte dela.  Quem nunca viu a imagem de Marilyn Monroe feita por ele? Mas quem realmente sabe que é uma forma de dizer que ela é sempre a mesma coisa, só mudam algumas coisas e que a mesma é produzida para ser vendida em massa? Falo isso por mim mesmo, que sempre apreciei a obra pelo seu valor estético, sem saber seu real significado.



Paradigma Crítico Radical


A Escola de Frankfurt defende que com a TV é retirada da classe operária a capacidade de refletir e resistir ao sistema. Com isso, o trabalhador passa a ser tratado pela mídia como um cliente em potencial. Ela “empurra” consumismo para o mesmo, tampando seus olhos para o que realmente está acontecendo,transformando tal indivíduo em um ser completamente submisso ao poder e ao sistema. 




A indústria cultural cria a falsa ilusão para esse determinado de que ele está sendo educado e está absorvendo cultura, enquanto na realidade ele está sendo domesticado para consumir e não se rebelar contra o sistema.

Paradigma Midiático Tecnológico


De acordo com Marshall MacLuhan, o meio é a mensagem, portanto a mensagem não merece toda importância que os outros estudiosos a deram, mas sim o veículo e o modo em que é transmitida ao receptor. Essa linha de pensamento é facilmente aplicável na publicidade e marketing atual, formas alternativas estão sendo utilizadas pelas marcas para conseguir estabelecer uma melhor relação com o cliente (receptor), e consequentemente transmitir sua mensagem. E em alguns outros casos, utilizam a mídia tradicional (revista, outdoor e radio) de forma que a mensagem que tem de ser transmitida é dependente do meio.




As “aldeias globais” de MacLuhan também estão em evidência atualmente. Há pouco fiz uma videoconferência com um amigo meu que está na Austrália, pelas redes sociais estou informado do que ele tem feito em seu intercambio, quem são seus amigos, etc. 



Teoria Matemática da Informação


Carl Shannon classificou a comunicação como “transmissão de sinais”, onde existe um emissor, que codifica a mensagem, e um receptor, que decodifica a mensagem. Os pilares desta teoria são a informação e a redundância. O tema principal que a teoria aborda são os ruídos na comunicação, isto é, as modificações que podem ocorrer em uma mensagem no caminho do emissor ao receptor, alterando o que de fato deveria ser compreendido pelo receptor.


Teoria Empírica Experimental


A meu ver trata-se de uma Teoria Hipodérmica menos radical, pois ela apresenta todas as características positivas e bem elaboradas da Teoria Hipodérmica, mas foi-lhe retirada à parte em que todos os indivíduos receptores de uma mensagem absorviam-na do mesmo modo e em seu lugar adicionaram o fator psicológico, que justifica muito bem o modo como os receptores lidarão com uma mensagem individualmente, variando de acordo com sua personalidade, experiências, gostos e emoções no determinado momento.

Esta teoria é muito bem aplicada na publicidade. Os publicitários utilizam dos artifícios citados para conseguir conquistar um cliente. Existe também o setor de Planejamento e o de mídia dentro de uma agência, que são responsáveis por pensar como um determinado consumidor e decidir aonde, como e em que momento a propaganda será veiculada, seja ela um VT ou uma ação em uma avenida.



(essa propaganda utiliza da capacidade de emocionar o espectador para convencê-lo a usar cinto de segurança. Se o espectador for um pai,com certeza a mensagem será mais eficaz.)

A transformação da Esfera Pública - Habermas/Thompson

Para tal discussão torna-se necessário saber o que é a esfera pública. Esta expressão denomina um espaço independente do espaço para que se possa discutir assuntos de interesse público. Porém, ao longo do tempo pode-se notar uma ampla transformação acerca desta esfera pública. Antes, o único meio de se manter totalmente informado era estar  presente nas discussões, que por sua vez, eram feitas em praças. Como advento dos meios de comunicação que foram evoluindo, o lançamento de informações se tornou muito mais eficaz devido à velocidade no fornecimento destas; pessoas espalhadas em todo um país seriam informadas ao mesmo tempo ao mesmo tempo em que se tem uma mistura de visibilidade e publicidade. Sem falar da contribuição do campo televisivo, obtendo-se assim a possibilidade de transmissão de imagens, provocando a participação das pessoas em eventos bastante importantes, tal como o pronunciamento de um Presidente da República para todo o país.


Nathália d'Oliveira

Teoria dos Efeitos Limitados


Também conhecida como Teoria Empírica de Campo, trata-se da influência que é exercida sob o indivíduo não só pelos meios de comunicação, como também de fatores externos. O two-step-flow aponta os formadores de opinião como esse “meio externo”, e seu poder sobre a sociedade é tão grande quanto o da mídia, se não for maior (como é o caso da igreja, que dita, nem sempre de acordo com a bíblia o que se deve ou não fazer, e apresentando um discurso infalível, seus fiéis a seguem cegamente).



Com a internet e suas criações (youtube,facebook,twitter) ficou muito mais fácil expressar-se publicamente e conseguir atenção, ou seguidores. As pessoas que criam simpatia por um blog ou alguma personalidade que possui fama no mundo da internet tendem a concordar com facilidade com o que eles têm a dizer. Um exemplo são os vlogers PC Siqueira e Cauê Moura, que por serem bem informados e terem um ponto de visto parecido com muita gente, eu mesmo sou influenciado por eles e concordo com freqüência com suas afirmações, às vezes me levando a criar um pré conceito com algo. 






Teoria Funcionalista


Tal teoria defende que a existência de uma mídia deve ser submetida a uma necessidade, existência influenciada por demandas sociais. A teoria funcionalista esteve ligada a estudos desenvolvidos nos EUA, e aos teóricos da Escola de Frankfurt, na Alemanha.
O tema abordado é a mass media e o excesso de informações ao qual o ser humano à partir do século XX é submetido.

Os fundamentos dessa teoria estão muitos presentes nos dias atuais, visto que com a criação de tecnologias móveis que nos mantêm conectados à internet em qualquer lugar e hora, estamos submetidos a um grande número de informações todo o tempo. O excesso de informações é do que se trata a disfunção narcotizante, que pode ser compreendida como o efeito que o excesso de informações causa sobre as "massas", tornando as pessoas menos críticas e como consequência gera um grupo de pessoas alienadas. Podemos encontrar inúmeros exemplos disso nas redes sociais. É incrível como a partir do momento em que alguém importante morre, muitas pessoas passam, instantaneamente a vangloriá-las e tornarem-se fãs. 

Teoria Hipodérmica


Quando o assunto é teoria Hipodérmica, alienação é a primeira palavra que me vem à cabeça, visto que ela consiste em uma mensagem, transmitida pela mídia, ser entregue e absorvida com sucesso e uniformemente a todos os seus receptores. O que, a meu ver, considero impossível, pelo fato de cada indivíduo possuir um caráter diferente e suas influências psicológicas e emocionais serem distintas e individuais. Muitos podem ser parecidos, o que não é raro de se ver, mas afirmar que 100% dos receptores absorvera a mensagem da mesma forma considero equivocado. 


Transformação da esfera pública

Termo descrito como as discussões feitas livremente por indivíduos que se unem para pensar e debater as questões públicas. Habermas dizia que para isso acontecer os indivíduos deveriam estar presencialmente em um mesmo local. Trazendo para o cotidiano atual  posso dizer que houve uma reconfiguração desse conceito, hoje é amplamente utilizado as redes sociais como esse espaço para debater questões públicas. Temos como exemplo o caso da enfermeira que foi acusada de matar um cachorro da raça Yorkshire, parece ser um tema banal, mas a enfermeira só foi indiciada devido a grande repercussão nas redes sociais e o público sabendo desse poder tem usado cada vez mais para procurar seus direitos.


A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica

É neste ensaio que Walter Benjamin trata das tendências evolutivas da arte relacionadas às atuais condições de produção destas. Assim, ele cita a fotografia e o desenho, por exemplo, como elementos de fácil reprodução de uma mesma obra de arte, em que a partir da peça original e única se tiram milhares de cópia, deixando de ser uma obra de arte.

Como disse Benjamin: "mesmo na reprodução mais perfeita, um elemento está ausente: o aqui e agora da obra de arte, sua existência única, e somente nela, que se desdobra à história da obra. O que se tem na frente dos olhos não é o original, mas uma obra existencial serial."




Nathália d'Oliveira

Indústria Cultural - Adorno e Horkheimer


 

Segundo Adorno e Horkheimer, a indústria cultural visa somente o lucro, tendo suas produções pensadas unicamente para o consumo das massas, isto é, tirando-as totalmente de foco em prol do capital em si, causando certa atrofia na capacidade crítica e autônoma de pensar e agir do indivíduo. Desta forma, objetivando apenas o lucro, a indústria cultural passa a ter produtos totalmente vazios de conteúdo artístico, algo apenas superficial.


Nathália d'Oliveira

Teoria a persuasão - Ana Ellen

Teoria da persuasão

Sabe aquela campanha que você adora e que não sai da sua cabeça? Além de ser, com certeza, uma ótima campanha ela pode estar relacionada com a Teoria da Persuasão.

A Teoria da Persuasão trabalha com a questão do inconsciente humano, onde cada um tem uma reação diferente perante a mensagem e o que define se essa reação é positiva ou não são as barreiras psicológicas, ou seja, espécies de “filtros” que fazem o emissor se deixar influenciar ou não.

Segundo a teoria há alguns aspectos que conseguem quebrar essas barreiras com certa facilidade como campanhas bem humoradas (que passam a sensação de alegria além de fixar a campanha na cabeça do receptor), com emissor de credibilidade (aquele mocinho da novela que fala bem de um produto), pequenos animais (mostrando a parte inofensiva) e, claro, campanhas com crianças.

Podemos notar isso em algumas campanhas publicitárias:





A crítica da Indústria Cultural - Thompson

Em parte do texto "Ideologia e Cultura Moderna", Thompson faz um resgate das ideias centrais da Escola de Frankfurt para dar início às críticas voltadas para a indústria cultural. Assim, ele prossegue em parte mais avançada do texto com as três principais críticas:

- A primeira delas trata da caracterização em si da indústria cultural, principalmente no que diz respeito à padronização, esteriotipia e manipulação dos produtos culturais como qualquer categoria que esteja inserida no mundo capitalista;

- A segunda discordância diz respeito à nova forma de ideologia que a indústria cultural levaria às massas através de seus produtos e dos meios de comunicação.

- A terceira vem à tona contrariando a suposição de que as sociedades modernas estão caminhando para uma resistência da dominação por meio da racionalização, levando o indivíduo à atrofia. 



Esfera Publica - Ana Ellen


Esfera publica na era da internet.

Um computador pessoal ligado a um telefone, pode se transformar em uma editora  ou em uma estação de transmissão de imagens e sons (TV  e radio ), ou mesmo em um fórum de troca de informação entre pessoas situadas em diversas partes do mundo. Enfim, a conexão da informática à telefonia - que pode ser realizada por indivíduos isolados , empresas  e organizações sociais de todos os tipos - cria um novo meio de comunicação com propriedades únicas. Cria, ainda, formas alternativas de acesso ao conhecimento e à interpretação da informação, que viabilizam aspectos democráticos e criativos imprecedentes nos meios tradicionais de comunicação.

A Internet é um canal para informações que, historicamente, não figuram nos meios de comunicação de massa. Traz, ainda, uma oportunidade para que as pessoas possam compartilhar impressões e dados de qualidades diferentes sobre os grandes eventos do mundo, os quais não são contemplados pelo padrão de notícia dos veículos tradicionais.

No campo social, por exemplo, há uma "urbanização" do mundo, com o acesso de áreas rurais a uma cultura globalizada. Observa-se, ainda, uma transposição para a rede da informalidade das conversas e do cotidiano, no surgimento e desenvolvimento de comunidades virtuais. Pode-se dizer que a Internet é uma organização e materialização comunicativa da esfera pública.

Reprodutibilidade técnica - Arte e Técnica

Walter Benjamin fala que a arte é única e possui uma aura, por isso, com a reprodutibilidade técnica, que na época poderia entender como as falsificações das obras de artes, ocorria uma destruição da aura. Hoje podemos ver isso nas reprodução das obras de artes de forma cômica e inusitadas, algumas com o intuito de fazer uma crítica, outras por mera diversão.


Achei essa imagem que pode traduzir bem essa destruição da aura.

A obra de arte na era da sua reprotuditibilidade técnica


IX – Arte e Técnica

              A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. Arte e modernidade capitalista.
            A partir de uma orientação teórica Marxista e Freudiana, Walter Benjamim iniciou a discussão com o surgimento da reprodução técnica: os gregos conheciam a fundição e o relevo por pressão, logo reproduziam moedas, trabalhavam o bronze e o barro cozido. A arte gráfica definitivamente passou a ilustrar o cotidiano, tornando-se intima colaboradora da imprensa.
            Benjamim aponta para algumas questões importantes como a noção de autenticidade, o valor de culto e a unicidade na obra de arte. O que faz com que algo seja autentico é tudo o que ela contém de originalmente transmissível, desde sua devoção material até seu poder de testemunho histórico.


Exemplo: a obra de Andy Warhol amplamente 
reproduzida no mundo inteiro para Benjamim
desvaloriza o aqui e agora da obra e perde sua aura e substitui sua unicidade e durabilidade por transitoriedade e repetibilidade;

Visão, Som e Fúria

Esse é um texto que trata dos meios de comunicação existentes antes, sua ascensão no decorrer do tempo e os benefícios trazidos por estes para a sociedade. 
Para início de conversa tratemos da cultura norte-americana, que estava ao alcance das pessoas somente através dos livros impressos. Em seguida, com a incorporação da pintura, escultura e música no âmbito cultural. Assim, foi na América do Norte que as maiores mudanças em relação à população ocorreram. Com o aparecimento dos meios de visão e som, tais como fotografia e rádio, foi se tendo a mudança para o auditivo, para o visual, o que causou grande empolgação no que diz respeito ao processo educacional.

McLuhan trata ainda dos meios quentes, os quais têm pouca participação ou complemento da audiência,apresentando informações bem definidas, e dos meios frios que proporcionam informações mal definidas, exigindo maior participação sensorial do receptor para apreensão das mensagens.

Tem-se também a abordagem do termo criado por McLuhan - "Global Village", isto é, guerra como uma forma rude de equilibrar culturas.

Nathália d'Oliveira

Teoria matemática da informação - Ana Ellen

Segundo Shannon, o objetivo da comunicação seria reproduzir num ponto de forma exata, uma mensagem selecionada em outro ponto. Porém, segundo ele, toda transmissão de informação poderia chegar acarretada de interrupções e ruídos. 
A fórmula exata para uma comunicação perfeita seria quase impossível  pois não há como isolar totalmente o ruido.existem varias formas de ruido, como o emissor não falar exatamente o que queria falar, o o receptor entender mal, ou o receptor entender , mas p emissor não disso o que queria, tudo pode atrapalhar a forma com que a mensagem é codificada e decodificada.


Um boato nada alem de uma mensagem mal entendida, por conta do ruido,seja ele qual for.

Paradigma midiático tecnológico

"O meio é a mensagem"
Teoria criada por Marshall McLuhan dizia que as sociedades sempre foram mais moldadas pelos meios com os quais se comunicam. Podemos interpretar isso com o avanço da tecnologia, a sociedade caminha junto com ela, muitas mudanças foram percebidas com o avanço da tecnologia. Novas formas de comunicação aproximam as pessoas de tal forma que McLuhan falou em uma aldeia global e hoje vivenciamos isso! Posso me comunicar com outra pessoa que está a milhares de quilômetros de distância sem nenhum problema, através das redes sociais como por exemplo, twitter, facebook, através de bate papo com transmissão de vídeo, mensagem escrita e falada via rádio, esses últimos chamados de comunicadores instantâneos.

Exemplos:


Na ordem: WhatsApps, Facebook Messenger, Skype, Tango, Voxer e Viber.


Ideologia e Cultura Moderna: A Transformação da Esfera Pública - Francisco Airton

Ideologia e Cultura Moderna: A Transformação da Esfera Pública - Para Habermas, a esfera pública moderna não existe mais desse modo, tudo mudou. Sua crise é proveniente da mudança de estrutura pela qual passa o Estado e na qual se dilui o contraste entre Estado e Sociedade. Além disso, o reconhecimento social da esfera pública partia do princípio da acessibilidade. Porém, com os antagonismos econômicos transformados em antagonismos políticos, a esfera perde a sua esfera de lugar do melhor argumento. Agora, a imprensa é simplesmente um campo em que proprietários privados agem sobre pessoas privadas, enquanto públicos, para influenciá-las. Aqui entra em cena uma outra forma de publicidade, baseada na exibição de posições e exposição de produtos para os quais se deseja formas concertas de adesão. Desta forma, a opinião pública passara a ser encenada.

Exemplo: 


Análise: Observa-se diante das informações acima que uma doença de um político em funções governativas pertence à esfera pública. Isto é, só deve ser conhecida do público, quando é susceptível de influenciar as suas decisões políticas. Foi o que aconteceu com o Presidente Hugo Chávez (Foto acima). O político que após ter-lhe sido diagnosticado uma doença grave, teve que dar a conhecimento do público sobre o seu estado de saúde, pois o mesmo pertence à esfera pública.

Industria Cultural - Ana Ellen

Um forte exemplo de indústria cultural é a televisão que apresenta pontos positivos em possuir ótima cobertura geográfica, penetração de publico e variedade de conteúdo em vários horários, mas ao mesmo tempo apresenta conteúdos sensacionalistas e que escapam do consciente do expectador, cujo indivíduo possa vir a entrar em estado de alienação. Em outras mídias há o uso do termo “cult”, termo em inglês que significa obras com características específicas e com público direcionado e devoto.
Um resumo básico e simples é que a industria cultural busca produzir algo que conquiste público e relevância comercial e se ramifique em produtos licenciados.
Um exemplo é que a musica vem perdendo sua originalidade e letra, as pessoas estão mais preocupadas em vender a musica do que passar uma mensagem, como era feito antigamente, claro que não está extinto esse tipo de musica, mas podemos dizer que é uma raridade. 
Quando se é criado um ídolo hoje em dia, não se pensa apenas na venda de cd's mas também em outros produtos, como bonés, camisetas, bonecos e etc...

A Indústria Cultural- Adorno e Hokheimer


VIII – A Indústria Cultural – Adorno e Hokheimer

            A industria cultural, segundo Adorno e Hokheimer, possue padrões que se repetem com a intenção de formar uma estética ou percepção comum voltadas ao consumismo. Apesar da industria cultural ser um fator primordial na formação de consciência coletiva nas sociedades massificadas, nem de longe seus produtos são artísticos. Isso porque esses produtos não mais representam um tipo de classe (superior ou inferior, dominantes e dominados), mas são exclusivamente dependentes do mercado.
            Essa visão permite compreender de que forma a industria cultural oferece produtos que promovam uma satisfação compensatória e efêmera que agrada os indivíduos, ela impõe-se sobre estes submetendo-os a seu monopólio e tornando-os acríticos.
            Para Adorno e Hokheimer, a indústria cultural distingue-se da cultura de massa. Está é oriunda do povo, das suas regionalizações, costumes e sem pretensão de ser comercializado, enquanto que a primeira possui padrões que sempre se repetem aspirando formar uma percepção comum voltada ao consumismo.



Exemplo: o sujeito é  reduzido a esfera do consumo;

Vocè è o que veste, o que come etc.

Transformação na esfera pública: Mudança de Meios

O conceito de esfera pública vem sendo utilizado de diversas maneiras e por vários autores, o que demonstra importância e preocupação com a definição do que realmente a esfera pública representa nos dias de hoje e qual seu papel na construção da política e da democracia. E como em todos os campos do conhecimento humano existem divergências de visões e diversos lados defendendo cada um, uma posição.

 Independentemente disso, o fato é que a revolução informacional é uma realidade que está transformando o espaço de discussões políticas dos cidadãos. Todos os meios estão em constante mudança e todas as discussões são necessárias, a fim de repensar a esfera pública e incluir em sua definição os novos elementos presentes na 

sociedade.

A sociedade muda, a comunicação muda:

Teoria Hipodérmica - Ana Ellen

A teoria Hipodérmica, que surgiu no período entre guerras, se baseia nos conceitos behavioristas (estímulo resposta) e defende a ideia de uma mídia ilimitada de poderes onde tudo é assimilado pela massa. Ou seja, a teoria está inserida numa esfera onde está o processo de industrialização e tecnologias como o rádio, por exemplo, são recentes e alienantes à maioria da população, já que a mesma pressupõe uma reação imediata da propaganda nas pessoas sem nem considerar a hipótese de uma massa pensante.
A propaganda da garoto, para venda de batons, é um grande exemplo disso, uma mensagem rápida que causa uma reação imediata a massa.

A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica - Francisco Airton

A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica - Em sua essência, a obra de arte sempre foi reprodutível. Em contraste com a forma de reprodução do passado. A reprodução técnica da obra de arte representa um processo novo, que se vem desenvolvendo na história intermitentemente, através de saltos separados por longos intervalos, mas com intensidade crescente. Benjamin cita a xilogravura, o desenho, a imprensa, a litografia, a fotografia, como exemplos de uma fácil reprodução de uma mesma obra de arte, esta “extraída” para um número além do original criando infinitas cópias deixaria de ser uma "Obra de Arte". Benjamin fala que mesmo na reprodução mais perfeita, um elemento está ausente: o aqui e agora da obra de arte, sua existência única, e somente nela, que se desdobra à história da obra. O que se tem na frente dos olhos não é o original, mas uma obra existencial serial como ele mesmo define o objeto reproduzido o qual, muito embora contenha lá suas vantagens, não poderá nunca ser tomado no lugar do original.

Exemplo:





Análise: A aura seria a autenticidade de uma obra de arte. Quando essa mesma obra de arte é reproduzida em vários exemplares a obra não se torna algo autêntico, perde-se a originalidade e há uma desvalorização e o nome que damos para esse exemplo é a “perda de aura". O valor de culto é relacionado com as práticas mágicas e culturais e as verdadeiras origens da obra de arte que foram esquecidas. Todos esses rituais mágicos, não foram feitos para serem expostos para preservar a imagem ou escultura como obra de arte. Quando essas obras são expostas ela perde seu caráter sagrado e esse valor de exposição pode mudar radicalmente a função de arte. Para os gregos apenas o molde e a cunhagem eram técnicas de reprodução de obras de arte fabricadas em massa e com essas técnicas eram fabricadas as moedas e as terracotas, todas as demais obras eram irreprodutíveis e permanecia o valor de eternidade por serem únicas. Por mais que uma reprodução seja perfeita há um elemento ausente, a sua existência única, o lugar em que ela se encontra. Nessa existência é que há a história da obra, e somente análises químicas ou físicas que se pode perceber a passagem do tempo em sua estrutura, análises estas que não podem ser realizadas em uma reprodução. Assim observa-se nas imagens de Monalisa acima. Existem várias cópias e além disso modificadas. Um crime contra a Obra de Arte.

A obra de arte na Era de sua reprodutibilidade técnica: Marylin Lisa


Desde o início da fotografia, foi feita a pergunta: A arte perdeu seu valor?

A fotografia era muito mais barata, rápida e acessível a quem queria retratos de família, isso tornou o processo de reprodução da arte muito mais simples, uma fotografia exercia o mesmo papel de um quadro, que levava muito mais tempo para fazer e era muito mais caro.



A reprodução da arte, atualmente, é um grande mercado. O original nem sempre é necessário, pois a revitalização de velhos conceitos e a reprodução de antigas obras satisfaz o consumidor e é mais simples de ser executada.

Paradigma Crítico Radical: As Grandes Corporações


 O indivíduo é considerado apenas como empregado e consumidor, fazendo o seu papel na continuidade do ciclo capitalista. A indústria cultural é a portadora da ideologia dominante, que é a própria justificativa e razão de ser do sistema.


A indústria cultural, que é a grande promotora dessa alienação, é aliada e cúmplice da ideologia capitalista, e essa relação é fundamental para a manipulação das massas e dos sistemas sociais que fortalecem o consumo e as grandes corporações.

Paradigma Crítico Radical-A crítica da Industrial Cultural-


VII- Paradigma Crítico Radical – A Crítica da Industria Cultural

            A teoria crítica foi idealizada por Max Hokheimer em 1937 e está associada a Escola da Frankfurt. Na época, os pensadores falavam que a população não questionava nada e era uma espécie de parasita, pois apenas aceitava tudo o que a classe dominante lhe passava. Era desta forma que os grandes governantes conseguiram chegar ao poder e se manter através da ilusão do povo.
            Estes criaram a indústria cultural, um tipo de cultura enlatada que muitas vezes era considerada fútil pelos grandes pensadores, além de determinar, pelo controle dos meios de comunicação, o que era permitido ao povo ler, ouvir e assistir, promovendo uma espécie de alienação, sem a cultura propriamente dita..



Exemplo: os programas de reality show que fazem a população acreditar que participam qando na verdade o que está por trás é a venda dos produtos e marcas patrocinadoras;

Indústria Cultural: Dependência do Consumo


A Industria Cultural tem como objetivo e meio de crescer a formação de massas voltadas para o consumo. Se torna função da publicidade suavizar esse processo e instaurar novos padrões de ''necessidades'' nos componentes da sociedade.


Esse mercado gera constante insatisfação dos consumidores, pois sempre é criada uma nova necessidade, e acaba por se tornar necessário o próprio consumo, e isso impede qualquer mobilização de pensamento crítico, e dessa maneira, o individuo fica dependente desse ciclo e acha isso totalmente normal e aceitável.

Paradigma Crítico Radical





  • A teoria da sociedade como totalidade  Ex.: sociedade de consumo\apática.
  • Crítica ao "economicismo" ( crítica filosófica, crítica sociológica).
  • Crítica a função ideológica ( a crítica que criticava a Escola de Frankfurt).
  • Crítica a política, economia e ao mercado dentro do que chamavam de "materialismo marxista".
  • A comunicação humanista com significado social.
  • Identificavam os fenômenos e as forças sociais.
  • Meios de comunicação de massa alienaram a classe operária.
  • O indivíduo é visto como empregado e consumidor dentro da sociedade de massa.
  • Paradigma Midiológico: Celular em sala de aula



    "O meio é a mensagem."

    Esse é o fundamento do Paradigma Midiológico. Essa diferenciação do meio que se passam as mensagens é determinante na captação dela, pois há meios menos ou mais atraentes para o público alvo de cada mensagem.

    Por exemplo: Durante uma aula, os alunos podem dispersar-se ao voltar sua atenção aos dispositivos móveis que sempre carregam consigo, pois estão recebendo informações por um meio que lhes interessa mais.


     

    A obra de arte e sua reprodutividade técnica

    Um dos conceitos pregados por Benjamin era a aura que cada arte possui: a época em que foi produzida, as condições pelas quais o artista passou quando a estava fazendo, as mudanças que a obra sofreu até hoje, entre outros aspectos são os que formam a chamada aura.Ou seja, as imperfeições da obra são o que a torna perfeita, de fato. O que Benjamin critica é que, na era da reprodutividade técnica, acontece a perda da aura, pois, na atualidade, a perfeição é o alvo a ser atingindo, em detrimento da aura da obra. Podemos comparar com as obras gregas por exemplo:
    A imperfeição delas é o que dá a ela essa aura, enquanto, nos tempos atuais, no caso dos filmes, por exemplo, as "obras" são facilmente reproduzidas e prezam pela perfeição. Os filmes, por exemplo, são gravadas milhares de tomadas para que delas saia um filme de 2 horas ou menos.
    Acima estão os cartazes de "scarface" e de seu remake, provando o quão facil é reproduzir uma obra e até tornã-la mais perfeita.

    Indústria Cultural - Francisco Airton

    Indústria Cultural - Segundo os dois grandes mestres. São eles Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural possui padrões que se repetem com a intenção de formar uma estética ou percepção comum voltada ao consumismo. Então Indústria Cultural é o nome dado a empresas e instituições que trabalham com a produção de projetos, canais, jornais, rádios, revistas e outras formas de descontração, baseadas na cultura, visando o lucro. Sua origem se deu através da sociedade capitalista que transformou a cultura num produto comercializado.

    Exemplo:


    Análise: Madonna é um ídolo para milhões de pessoas e, como tal, é formadora de opiniões. Basta que lance um novo trabalho e logo será seguida, reverenciada e principalmente criticada por milhares. Suas apresentações reúne fãs em todo o mundo. A influência da POP STAR na cultura da sociedade e na moda acaba causando novos padrões comportamentais e identidades ao expressar sua rebeldia através de suas atitudes e roupas extravagantes, no intuito de subverter e ultrapassar os limites impostos pelo conservadorismo imperante. Madonna é uma realidade concreta da Industria Cultural, pois tudo que ele expõe vira lucro. Não existe o interesse apenas cultural, existe o interesse capitalista em transformar momentos em dinheiro.

    Visão Som e Fúria Paradigma Midiático Tecnológico


    VI- Visão, Som e Fúria – Paradigma Midiático Tecnológico

                McLuhan divide a história da humanidade em quatro períodos ou épocas: Tribal, Literária, Impressa e Eletrônica. As invenções cruciais que mudaram a vida no planeta foram o alfabeto fonético, a imprensa e o telégrafo. A teoria de MacLuhan é determinística-tecnológica, e suas conclusões afirmaram que as mudanças específicas nos modos de comunicação moldam a existência humana, ou seja, as invenções na tecnologia causam invariavelmente uma mudança cultural.
                Todos nós somos membros de uma só Aldeia Global. As mídias eletrônicas conduzem-nos a conhecer o que se passa no mundo de modo instantâneo. Os cidadãos do mundo voltam ao espaço acústico.




    Exemplo: as notícias nos atingem instantaneamente.

    Transformação na esfera pública!



    A racionalidade torna-se fonte inspiradora das ações humanas, visando à emancipação do homem e um maior entendimento do mundo.Linguagem é o destaque dessa teoria.A origem desta esfera está ligada ,segundo Habermas , com o desenvolvimento do capitalismo mercantil na Europa do século XVII principalmente na rança, Alemanha e Inglaterra.

    Indústria Cultural

    A industria cultural de Adorno e Horkheimer possui padrões que se repetem com a intenção de formar uma estética ou percepção comum voltada para o consumismo. Como exemplo nos dias atuais, podemos dar, principalmente, o na música, onde, frequentemente, são lançadas as músicas "chiclete", que não possuem um conteúdo ou mensagem, são voltadas apenas para o consumo:
    http://www.youtube.com/watch?v=hcm55lU9knw

    Teoria Matemática de Informação


    V- Teoria Matemática de Informação

                Claude Shannon, matemático e engenheiro elétrico norte-americano, nascido em 1916, publicou em 1948 o trabalho intitulado “The Mathematical Theory of Communication”, que tentava mensurar a capacidade de informação (bits) que poder ser transmitida em um canal de comunicação (ar, fio, fibra, cabo, etc).
                O trabalho de Shannon modelou um sistema de comunicação generalista, composto pelos elementos abaixo relacionados:

    ·        Fonte: representa a origem da informação (um homem que deseja falar);
    ·        Mensagem: representa o conteúdo da informação (a voz humana);
    ·        Codificador: representa a conversão da voz (sinais acústicos) em sinais elétricos por meio de um transdutor ou codificador (microfone);
    ·        Canal: representa o meio de transmissão (fio telefônico, o ar, fibra óptica);
    ·        Decodificador: transforma o código recuperado do canal em informação;
    ·        Destinatário: representa ao destino da informação que foi transmitida no canal.

    Segundo Shannon, o objetivo da comunicação seria reproduzir de forma exata, em um determinado local, uma mensagem gerada em um determinado ponto distante. Porém, de acordo com seu trabalho, toda transmissão de informação poderia ser corrompida devido a imperfeições no canal e a erros referentes a ruídos nos elementos transmissores e receceptores.



    Exemplo a comunicação via telefone sempre tem o ruido(interferencias, ligaçoes cruzadas,)