quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Teoria Empírica Experimental


A meu ver trata-se de uma Teoria Hipodérmica menos radical, pois ela apresenta todas as características positivas e bem elaboradas da Teoria Hipodérmica, mas foi-lhe retirada à parte em que todos os indivíduos receptores de uma mensagem absorviam-na do mesmo modo e em seu lugar adicionaram o fator psicológico, que justifica muito bem o modo como os receptores lidarão com uma mensagem individualmente, variando de acordo com sua personalidade, experiências, gostos e emoções no determinado momento.

Esta teoria é muito bem aplicada na publicidade. Os publicitários utilizam dos artifícios citados para conseguir conquistar um cliente. Existe também o setor de Planejamento e o de mídia dentro de uma agência, que são responsáveis por pensar como um determinado consumidor e decidir aonde, como e em que momento a propaganda será veiculada, seja ela um VT ou uma ação em uma avenida.



(essa propaganda utiliza da capacidade de emocionar o espectador para convencê-lo a usar cinto de segurança. Se o espectador for um pai,com certeza a mensagem será mais eficaz.)

A transformação da Esfera Pública - Habermas/Thompson

Para tal discussão torna-se necessário saber o que é a esfera pública. Esta expressão denomina um espaço independente do espaço para que se possa discutir assuntos de interesse público. Porém, ao longo do tempo pode-se notar uma ampla transformação acerca desta esfera pública. Antes, o único meio de se manter totalmente informado era estar  presente nas discussões, que por sua vez, eram feitas em praças. Como advento dos meios de comunicação que foram evoluindo, o lançamento de informações se tornou muito mais eficaz devido à velocidade no fornecimento destas; pessoas espalhadas em todo um país seriam informadas ao mesmo tempo ao mesmo tempo em que se tem uma mistura de visibilidade e publicidade. Sem falar da contribuição do campo televisivo, obtendo-se assim a possibilidade de transmissão de imagens, provocando a participação das pessoas em eventos bastante importantes, tal como o pronunciamento de um Presidente da República para todo o país.


Nathália d'Oliveira

Teoria dos Efeitos Limitados


Também conhecida como Teoria Empírica de Campo, trata-se da influência que é exercida sob o indivíduo não só pelos meios de comunicação, como também de fatores externos. O two-step-flow aponta os formadores de opinião como esse “meio externo”, e seu poder sobre a sociedade é tão grande quanto o da mídia, se não for maior (como é o caso da igreja, que dita, nem sempre de acordo com a bíblia o que se deve ou não fazer, e apresentando um discurso infalível, seus fiéis a seguem cegamente).



Com a internet e suas criações (youtube,facebook,twitter) ficou muito mais fácil expressar-se publicamente e conseguir atenção, ou seguidores. As pessoas que criam simpatia por um blog ou alguma personalidade que possui fama no mundo da internet tendem a concordar com facilidade com o que eles têm a dizer. Um exemplo são os vlogers PC Siqueira e Cauê Moura, que por serem bem informados e terem um ponto de visto parecido com muita gente, eu mesmo sou influenciado por eles e concordo com freqüência com suas afirmações, às vezes me levando a criar um pré conceito com algo. 






Teoria Funcionalista


Tal teoria defende que a existência de uma mídia deve ser submetida a uma necessidade, existência influenciada por demandas sociais. A teoria funcionalista esteve ligada a estudos desenvolvidos nos EUA, e aos teóricos da Escola de Frankfurt, na Alemanha.
O tema abordado é a mass media e o excesso de informações ao qual o ser humano à partir do século XX é submetido.

Os fundamentos dessa teoria estão muitos presentes nos dias atuais, visto que com a criação de tecnologias móveis que nos mantêm conectados à internet em qualquer lugar e hora, estamos submetidos a um grande número de informações todo o tempo. O excesso de informações é do que se trata a disfunção narcotizante, que pode ser compreendida como o efeito que o excesso de informações causa sobre as "massas", tornando as pessoas menos críticas e como consequência gera um grupo de pessoas alienadas. Podemos encontrar inúmeros exemplos disso nas redes sociais. É incrível como a partir do momento em que alguém importante morre, muitas pessoas passam, instantaneamente a vangloriá-las e tornarem-se fãs. 

Teoria Hipodérmica


Quando o assunto é teoria Hipodérmica, alienação é a primeira palavra que me vem à cabeça, visto que ela consiste em uma mensagem, transmitida pela mídia, ser entregue e absorvida com sucesso e uniformemente a todos os seus receptores. O que, a meu ver, considero impossível, pelo fato de cada indivíduo possuir um caráter diferente e suas influências psicológicas e emocionais serem distintas e individuais. Muitos podem ser parecidos, o que não é raro de se ver, mas afirmar que 100% dos receptores absorvera a mensagem da mesma forma considero equivocado. 


Transformação da esfera pública

Termo descrito como as discussões feitas livremente por indivíduos que se unem para pensar e debater as questões públicas. Habermas dizia que para isso acontecer os indivíduos deveriam estar presencialmente em um mesmo local. Trazendo para o cotidiano atual  posso dizer que houve uma reconfiguração desse conceito, hoje é amplamente utilizado as redes sociais como esse espaço para debater questões públicas. Temos como exemplo o caso da enfermeira que foi acusada de matar um cachorro da raça Yorkshire, parece ser um tema banal, mas a enfermeira só foi indiciada devido a grande repercussão nas redes sociais e o público sabendo desse poder tem usado cada vez mais para procurar seus direitos.


A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica

É neste ensaio que Walter Benjamin trata das tendências evolutivas da arte relacionadas às atuais condições de produção destas. Assim, ele cita a fotografia e o desenho, por exemplo, como elementos de fácil reprodução de uma mesma obra de arte, em que a partir da peça original e única se tiram milhares de cópia, deixando de ser uma obra de arte.

Como disse Benjamin: "mesmo na reprodução mais perfeita, um elemento está ausente: o aqui e agora da obra de arte, sua existência única, e somente nela, que se desdobra à história da obra. O que se tem na frente dos olhos não é o original, mas uma obra existencial serial."




Nathália d'Oliveira