quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Teoria da Bala Mágica ou Hipodérmica


I- Teoria da Bala Mágica ou Hipodérmica

A Teoria da Bala Mágica e seus conceitos foram elaborados pela Escola Norte-Americana nos anos 30 e foram propostos por Harold Lasswell. Segundo este modelo, uma mensagem disseminada pela mídia é imediatamente aceita e espalhada entre todos os receptores, em igual proporção. Seu principal objetivo foi fornecer bases empíricas e científicas para a elaboração de sistemas de comunicação, com ênfase nos efeitos da comunicação sobre o comportamento da população.
A teoria em questão tenta responder especialmente à interrogação: que efeitos são produzidos pela comunicação numa sociedade de massa? Além disso, pode-se delinear o modelo hipodérmico como sendo uma teoria da propaganda, ou seja, a difusão de concepções, idéias, valores e atitudes através dos sistemas de comunicação de massa (rádio, jornal, TV, cinema, revista). Trata-se de uma concepção mais ampla de "propaganda", que não se restringe ao que conhecemos por "comerciais", mas a própria difusão de idéias em espaços editoriais, informacionais, educativos e de entretenimento.
Especialmente durante a segunda grande guerra, a aplicação desta teoria foi, por assim dizer, “implementada”. A imprensa estava sob forte censura, o que proporcionou a manipulação da informação falada e escrita, moldando a opinião pública. A idéia principal era convencer a massa (população) de que a guerra era algo bom, induzir o ódio ao inimigo, exaltar e estimular o patriotismo e maximizar o esforço de guerra.


Exemplo :propaganda da guerra pela adesào das mulheres.

A Transformação da Esfera Pública


Os debates face-a-face defendidos por Jürgem Habermas é algo que, infelizmente, vem perdendo sua tradicionalidade com o tempo. Com o avanço das tecnologias e a propagação da internet e meios de comunicação online instantâneos (face book, MSN, Skype), pessoas podem debater livremente e com facilidade sobre determinado assunto.




O que é, sem dúvidas, algo responsável pela diminuição gradativa de encontros e reuniões entre pessoas com o intuito único de debater pela estabilização de um ideal e construção de um “mundo melhor”.


Arte e Técnica


Walter Benjamin defendia que a áurea de uma obra de arte vem a ser perdida a partir do momento em que ela é copiada em massa, o que não é raro nem difícil de fazer.Benjamin não poderia estar mais correto. Com certeza vemos arte todo dia em nossas vidas, seja na internet ou na TV. Mas quantas vezes reparamos em seus mínimos detalhes e na sua perfeição que a fez levar a o que ela é hoje? A produção em massa de uma obra leva o ser humano a criar certo descaso por ela, pois ele sabe que terá outras oportunidades de vê-la (suas reproduções, claro).




Indústria Cultural


A Indústria Cultural pode ser apontada como uma das principais causas da sociedade consumista em que vivemos e a qual somos adaptados, precisamos comprar para sermos felizes, porque admirar certo assunto, autor, músico, artista nos faz de nós uma “pessoa melhor” e precisamos ter seus objetos em nossa causa, com a ilusão de estarmos sendo exclusivos.

Adorno e Horkheimer

Andy Warhol na minha concepção foi o artista que melhor interpretou e criticou a Indústria Cultural, mas adivinha só? O próprio veio a tornar-se parte dela.  Quem nunca viu a imagem de Marilyn Monroe feita por ele? Mas quem realmente sabe que é uma forma de dizer que ela é sempre a mesma coisa, só mudam algumas coisas e que a mesma é produzida para ser vendida em massa? Falo isso por mim mesmo, que sempre apreciei a obra pelo seu valor estético, sem saber seu real significado.



Paradigma Crítico Radical


A Escola de Frankfurt defende que com a TV é retirada da classe operária a capacidade de refletir e resistir ao sistema. Com isso, o trabalhador passa a ser tratado pela mídia como um cliente em potencial. Ela “empurra” consumismo para o mesmo, tampando seus olhos para o que realmente está acontecendo,transformando tal indivíduo em um ser completamente submisso ao poder e ao sistema. 




A indústria cultural cria a falsa ilusão para esse determinado de que ele está sendo educado e está absorvendo cultura, enquanto na realidade ele está sendo domesticado para consumir e não se rebelar contra o sistema.

Paradigma Midiático Tecnológico


De acordo com Marshall MacLuhan, o meio é a mensagem, portanto a mensagem não merece toda importância que os outros estudiosos a deram, mas sim o veículo e o modo em que é transmitida ao receptor. Essa linha de pensamento é facilmente aplicável na publicidade e marketing atual, formas alternativas estão sendo utilizadas pelas marcas para conseguir estabelecer uma melhor relação com o cliente (receptor), e consequentemente transmitir sua mensagem. E em alguns outros casos, utilizam a mídia tradicional (revista, outdoor e radio) de forma que a mensagem que tem de ser transmitida é dependente do meio.




As “aldeias globais” de MacLuhan também estão em evidência atualmente. Há pouco fiz uma videoconferência com um amigo meu que está na Austrália, pelas redes sociais estou informado do que ele tem feito em seu intercambio, quem são seus amigos, etc. 



Teoria Matemática da Informação


Carl Shannon classificou a comunicação como “transmissão de sinais”, onde existe um emissor, que codifica a mensagem, e um receptor, que decodifica a mensagem. Os pilares desta teoria são a informação e a redundância. O tema principal que a teoria aborda são os ruídos na comunicação, isto é, as modificações que podem ocorrer em uma mensagem no caminho do emissor ao receptor, alterando o que de fato deveria ser compreendido pelo receptor.


Teoria Empírica Experimental


A meu ver trata-se de uma Teoria Hipodérmica menos radical, pois ela apresenta todas as características positivas e bem elaboradas da Teoria Hipodérmica, mas foi-lhe retirada à parte em que todos os indivíduos receptores de uma mensagem absorviam-na do mesmo modo e em seu lugar adicionaram o fator psicológico, que justifica muito bem o modo como os receptores lidarão com uma mensagem individualmente, variando de acordo com sua personalidade, experiências, gostos e emoções no determinado momento.

Esta teoria é muito bem aplicada na publicidade. Os publicitários utilizam dos artifícios citados para conseguir conquistar um cliente. Existe também o setor de Planejamento e o de mídia dentro de uma agência, que são responsáveis por pensar como um determinado consumidor e decidir aonde, como e em que momento a propaganda será veiculada, seja ela um VT ou uma ação em uma avenida.



(essa propaganda utiliza da capacidade de emocionar o espectador para convencê-lo a usar cinto de segurança. Se o espectador for um pai,com certeza a mensagem será mais eficaz.)

A transformação da Esfera Pública - Habermas/Thompson

Para tal discussão torna-se necessário saber o que é a esfera pública. Esta expressão denomina um espaço independente do espaço para que se possa discutir assuntos de interesse público. Porém, ao longo do tempo pode-se notar uma ampla transformação acerca desta esfera pública. Antes, o único meio de se manter totalmente informado era estar  presente nas discussões, que por sua vez, eram feitas em praças. Como advento dos meios de comunicação que foram evoluindo, o lançamento de informações se tornou muito mais eficaz devido à velocidade no fornecimento destas; pessoas espalhadas em todo um país seriam informadas ao mesmo tempo ao mesmo tempo em que se tem uma mistura de visibilidade e publicidade. Sem falar da contribuição do campo televisivo, obtendo-se assim a possibilidade de transmissão de imagens, provocando a participação das pessoas em eventos bastante importantes, tal como o pronunciamento de um Presidente da República para todo o país.


Nathália d'Oliveira

Teoria dos Efeitos Limitados


Também conhecida como Teoria Empírica de Campo, trata-se da influência que é exercida sob o indivíduo não só pelos meios de comunicação, como também de fatores externos. O two-step-flow aponta os formadores de opinião como esse “meio externo”, e seu poder sobre a sociedade é tão grande quanto o da mídia, se não for maior (como é o caso da igreja, que dita, nem sempre de acordo com a bíblia o que se deve ou não fazer, e apresentando um discurso infalível, seus fiéis a seguem cegamente).



Com a internet e suas criações (youtube,facebook,twitter) ficou muito mais fácil expressar-se publicamente e conseguir atenção, ou seguidores. As pessoas que criam simpatia por um blog ou alguma personalidade que possui fama no mundo da internet tendem a concordar com facilidade com o que eles têm a dizer. Um exemplo são os vlogers PC Siqueira e Cauê Moura, que por serem bem informados e terem um ponto de visto parecido com muita gente, eu mesmo sou influenciado por eles e concordo com freqüência com suas afirmações, às vezes me levando a criar um pré conceito com algo. 






Teoria Funcionalista


Tal teoria defende que a existência de uma mídia deve ser submetida a uma necessidade, existência influenciada por demandas sociais. A teoria funcionalista esteve ligada a estudos desenvolvidos nos EUA, e aos teóricos da Escola de Frankfurt, na Alemanha.
O tema abordado é a mass media e o excesso de informações ao qual o ser humano à partir do século XX é submetido.

Os fundamentos dessa teoria estão muitos presentes nos dias atuais, visto que com a criação de tecnologias móveis que nos mantêm conectados à internet em qualquer lugar e hora, estamos submetidos a um grande número de informações todo o tempo. O excesso de informações é do que se trata a disfunção narcotizante, que pode ser compreendida como o efeito que o excesso de informações causa sobre as "massas", tornando as pessoas menos críticas e como consequência gera um grupo de pessoas alienadas. Podemos encontrar inúmeros exemplos disso nas redes sociais. É incrível como a partir do momento em que alguém importante morre, muitas pessoas passam, instantaneamente a vangloriá-las e tornarem-se fãs. 

Teoria Hipodérmica


Quando o assunto é teoria Hipodérmica, alienação é a primeira palavra que me vem à cabeça, visto que ela consiste em uma mensagem, transmitida pela mídia, ser entregue e absorvida com sucesso e uniformemente a todos os seus receptores. O que, a meu ver, considero impossível, pelo fato de cada indivíduo possuir um caráter diferente e suas influências psicológicas e emocionais serem distintas e individuais. Muitos podem ser parecidos, o que não é raro de se ver, mas afirmar que 100% dos receptores absorvera a mensagem da mesma forma considero equivocado. 


Transformação da esfera pública

Termo descrito como as discussões feitas livremente por indivíduos que se unem para pensar e debater as questões públicas. Habermas dizia que para isso acontecer os indivíduos deveriam estar presencialmente em um mesmo local. Trazendo para o cotidiano atual  posso dizer que houve uma reconfiguração desse conceito, hoje é amplamente utilizado as redes sociais como esse espaço para debater questões públicas. Temos como exemplo o caso da enfermeira que foi acusada de matar um cachorro da raça Yorkshire, parece ser um tema banal, mas a enfermeira só foi indiciada devido a grande repercussão nas redes sociais e o público sabendo desse poder tem usado cada vez mais para procurar seus direitos.


A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica

É neste ensaio que Walter Benjamin trata das tendências evolutivas da arte relacionadas às atuais condições de produção destas. Assim, ele cita a fotografia e o desenho, por exemplo, como elementos de fácil reprodução de uma mesma obra de arte, em que a partir da peça original e única se tiram milhares de cópia, deixando de ser uma obra de arte.

Como disse Benjamin: "mesmo na reprodução mais perfeita, um elemento está ausente: o aqui e agora da obra de arte, sua existência única, e somente nela, que se desdobra à história da obra. O que se tem na frente dos olhos não é o original, mas uma obra existencial serial."




Nathália d'Oliveira

Indústria Cultural - Adorno e Horkheimer


 

Segundo Adorno e Horkheimer, a indústria cultural visa somente o lucro, tendo suas produções pensadas unicamente para o consumo das massas, isto é, tirando-as totalmente de foco em prol do capital em si, causando certa atrofia na capacidade crítica e autônoma de pensar e agir do indivíduo. Desta forma, objetivando apenas o lucro, a indústria cultural passa a ter produtos totalmente vazios de conteúdo artístico, algo apenas superficial.


Nathália d'Oliveira

Teoria a persuasão - Ana Ellen

Teoria da persuasão

Sabe aquela campanha que você adora e que não sai da sua cabeça? Além de ser, com certeza, uma ótima campanha ela pode estar relacionada com a Teoria da Persuasão.

A Teoria da Persuasão trabalha com a questão do inconsciente humano, onde cada um tem uma reação diferente perante a mensagem e o que define se essa reação é positiva ou não são as barreiras psicológicas, ou seja, espécies de “filtros” que fazem o emissor se deixar influenciar ou não.

Segundo a teoria há alguns aspectos que conseguem quebrar essas barreiras com certa facilidade como campanhas bem humoradas (que passam a sensação de alegria além de fixar a campanha na cabeça do receptor), com emissor de credibilidade (aquele mocinho da novela que fala bem de um produto), pequenos animais (mostrando a parte inofensiva) e, claro, campanhas com crianças.

Podemos notar isso em algumas campanhas publicitárias:





A crítica da Indústria Cultural - Thompson

Em parte do texto "Ideologia e Cultura Moderna", Thompson faz um resgate das ideias centrais da Escola de Frankfurt para dar início às críticas voltadas para a indústria cultural. Assim, ele prossegue em parte mais avançada do texto com as três principais críticas:

- A primeira delas trata da caracterização em si da indústria cultural, principalmente no que diz respeito à padronização, esteriotipia e manipulação dos produtos culturais como qualquer categoria que esteja inserida no mundo capitalista;

- A segunda discordância diz respeito à nova forma de ideologia que a indústria cultural levaria às massas através de seus produtos e dos meios de comunicação.

- A terceira vem à tona contrariando a suposição de que as sociedades modernas estão caminhando para uma resistência da dominação por meio da racionalização, levando o indivíduo à atrofia. 



Esfera Publica - Ana Ellen


Esfera publica na era da internet.

Um computador pessoal ligado a um telefone, pode se transformar em uma editora  ou em uma estação de transmissão de imagens e sons (TV  e radio ), ou mesmo em um fórum de troca de informação entre pessoas situadas em diversas partes do mundo. Enfim, a conexão da informática à telefonia - que pode ser realizada por indivíduos isolados , empresas  e organizações sociais de todos os tipos - cria um novo meio de comunicação com propriedades únicas. Cria, ainda, formas alternativas de acesso ao conhecimento e à interpretação da informação, que viabilizam aspectos democráticos e criativos imprecedentes nos meios tradicionais de comunicação.

A Internet é um canal para informações que, historicamente, não figuram nos meios de comunicação de massa. Traz, ainda, uma oportunidade para que as pessoas possam compartilhar impressões e dados de qualidades diferentes sobre os grandes eventos do mundo, os quais não são contemplados pelo padrão de notícia dos veículos tradicionais.

No campo social, por exemplo, há uma "urbanização" do mundo, com o acesso de áreas rurais a uma cultura globalizada. Observa-se, ainda, uma transposição para a rede da informalidade das conversas e do cotidiano, no surgimento e desenvolvimento de comunidades virtuais. Pode-se dizer que a Internet é uma organização e materialização comunicativa da esfera pública.

Reprodutibilidade técnica - Arte e Técnica

Walter Benjamin fala que a arte é única e possui uma aura, por isso, com a reprodutibilidade técnica, que na época poderia entender como as falsificações das obras de artes, ocorria uma destruição da aura. Hoje podemos ver isso nas reprodução das obras de artes de forma cômica e inusitadas, algumas com o intuito de fazer uma crítica, outras por mera diversão.


Achei essa imagem que pode traduzir bem essa destruição da aura.

A obra de arte na era da sua reprotuditibilidade técnica


IX – Arte e Técnica

              A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. Arte e modernidade capitalista.
            A partir de uma orientação teórica Marxista e Freudiana, Walter Benjamim iniciou a discussão com o surgimento da reprodução técnica: os gregos conheciam a fundição e o relevo por pressão, logo reproduziam moedas, trabalhavam o bronze e o barro cozido. A arte gráfica definitivamente passou a ilustrar o cotidiano, tornando-se intima colaboradora da imprensa.
            Benjamim aponta para algumas questões importantes como a noção de autenticidade, o valor de culto e a unicidade na obra de arte. O que faz com que algo seja autentico é tudo o que ela contém de originalmente transmissível, desde sua devoção material até seu poder de testemunho histórico.


Exemplo: a obra de Andy Warhol amplamente 
reproduzida no mundo inteiro para Benjamim
desvaloriza o aqui e agora da obra e perde sua aura e substitui sua unicidade e durabilidade por transitoriedade e repetibilidade;